sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Comércio eletrônico de alimentos da agricultura familiar gera renda para pequenos produtores rurais quilombolas

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Agricultores quilombolas estão utilizando a internet para comercializar a produção, gerar renda, incentivar o protagonismo dos trabalhadores rurais nos meios digitais e dar visibilidade às tradições de 15 comunidades remanescentes de quilombolas do Norte e do Noroeste do estado do Rio de Janeiro.

Através do site da Rede Produtiva Quilombola eles fecharam contratos para o fornecimento de gêneros comercializados em redes de supermercados; venderam seus produtos, conquistaram clientes individuais em grandes cidades e despertaram a atenção de potenciais compradores públicos interessados nas verduras, frutas, hortaliças e produtos de origem animal com a marca de qualidade quilombola.

O site da Rede Produtiva Quilombola foi criado pelo Instituto de Desenvolvimento Afro Norte Noroeste Fluminense (IDANNF), e pelo colegiado de agricultores quilombolas, devido a necessidade de oferecer aos pequenos produtores alternativos, canais tradicionais de venda, como as feiras municipais e os entrepostos regionais de comercialização.

Reativado há pouco mais de dois meses, o site da Rede Produtiva Quilombola (criado em 2016) é administrado por jovens das próprias comunidades tradicionais e conta atualmente, com mais de 30 produtos disponíveis para compra imediata, dentre um total de mais de 120 catalogados.

Quem quiser comprar através da página digital e receber em casa os produtos da agricultura familiar quilombola deve entrar no endereço da Rede Produtiva Quilombola e abrir uma conta, o que permitirá acessar os catálogos de produtos e fazer os pedidos, além de acessar o histórico de transações realizadas, dentre outras opções de navegação.

O pagamento das compras é feito por meio de depósito bancário, transferência eletrônica ou ordem de crédito e os produtos são entregues diretamente no endereço do comprador.

“Quando o comprador reside em alguma comunidade ou centro urbano próximo, o próprio produtor faz a entrega na casa do cliente. Quando a distância é um pouco maior é contratado um serviço de transporte para a entrega”, explicou a coordenadora do Instituto de Desenvolvimento Afro Norte Noroeste Fluminense (IDANNF) e representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Lucimara Muniz.

Sustentabilidade

Do leite fresco aos queijos da roça, do aipim à pimenta, passando por variedades de abóboras, feijões, alfaces e outros gêneros alimentícios, todos os itens vendidos pelo site são produzidos de modo agroecológico, sem utilização de agrotóxicos e sem causar danos ao meio ambiente.

"Esse é o diferencial de qualidade da Rede Produtiva. Os produtos são cultivados sem a utilização de qualquer tipo de química, conforme a tradição ancestral dos quilombolas", assegurou a coordenadora do IDANNF.

Vários itens disponíveis no site possuem o Selo Quilombos do Brasil – associado ao Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf) – que atesta que os produtos são originários da agricultura familiar praticada em territórios quilombolas reconhecidos.

“O modo sustentável de produção os torna mais saudáveis e nutricionalmente mais ricos. Isso atraiu uma grande procura nos primeiros meses de funcionamento do site, com mais de cinco mil acessos, o que causou algumas dificuldades em seu funcionamento. Por isso, o site teve que ser reformulado para garantir uma navegação segura e rápida aos clientes”, disse Lucimara.

Em pouco tempo a visibilidade ofertada pelo site, aliada a um intenso trabalho de divulgação da marca da Rede Produtiva Quilombola, vem chamando a atenção de potenciais consumidores. Duas redes de supermercados dos municípios de Campos dos Goytacazes e São Fidélis já estão comprando legumes, verduras e hortaliças da Rede Produtiva Quilombola.

“O fornecimento aos supermercados tem proporcionado uma renda entre R$ 8 mil e R$ 9 mil mensais. Esses valores são partilhados entre os agricultores quilombolas, conforme a participação de cada um no fornecimento das encomendas”, revelou a coordenadora do IDANNF.

Navegando pelo site da Rede Produtiva Quilombola, além de comprar alimentos, o internauta poderá também acessar notícias, ver imagens e conhecer um pouco da história das comunidades da rede, onde residem famílias descendentes dos africanos trazidos à força para trabalhar nas fazendas e engenhos de açúcar do Norte e do Noroeste do Rio de Janeiro.

Lucimara Muniz adiantou que a Rede Produtiva Quilombola irá abrir espaço em seu endereço eletrônico para a publicidade de empresas interessadas em apoiar o esforço de venda das comunidades.

"A ideia é destinar o valor recebido através dos anunciantes exclusivamente para o custeio da manutenção do site, responsabilidade que atualmente é dividida pelo coletivo de agricultores. Desse modo, poderemos deixar o lucro obtido com as vendas ser repartido integralmente entre nossos produtores, o que irá aumentar a geração de renda para as famílias quilombolas", concluiu Lucimara.

Sidney Dantas

Delegacia Federal de Desenvolvimento Agrário do Rio de Janeiro (DFDA-RJ)

Assessoria de ComunicaçãoContatos: (61) 2020-0122 / 0123 e imprensa@mda.gov.br

http://www.mda.gov.br/sitemda/noticias/rj-com%C3%A9rcio-eletr%C3%B4nico-de-alimentos-da-agricultura-familiar-gera-renda-para-pequenos

Ciência, tecnologia e a inovação na agricultura





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Nova edição da revista Ciência&Cultura discute a importância do conhecimento científico para a produção agropecuária suficiente e sustentável

Está no ar a nova edição da revista Ciência&Cultura, uma das publicações da SBPC. A revista traz como tema “Ciência e Agricultura”. A escolha desse tema foi motivado pela importância da agricultura para a economia brasileira. Coordenado por Zander Navarro, pesquisador da Embrapa, o Núcleo Temático desta edição traz artigos que versam sobre a importância da ciência e da tecnologia para a produção agrícola nacional como contraponto a argumentos apresentados em edições anteriores, enriquecendo ainda mais o debate sobre o assunto.

A seção “Tendências” traz uma análise sobre as revistas científicas predatórias e outras iniciativas nesse sentido.

Os 50 anos da Finep são celebrados em entrevista com o presidente da instituição, Marcos Cintra, que abre “Brasil”. Ele fala sobre a importância da agência para o desenvolvimento tecnológico do país e destaca algumas alternativas para proteger o orçamento para essa área no atual contexto de cortes orçamentários. A seção traz também reportagens sobre livro lançado recentemente com dados nacionais acerca da ciência no olhar dos brasileiros e sobre o desafio do aproveitamento de resíduos no setor sucroalcooleiro.

As controvérsias sobre as dietas low carb, que têm ganhado grande popularidade nos últimos tempos, são abordadas em reportagem de “Mundo”. O centenário da Revolução Russa e a descriminalização do uso da maconha nos Estados Unidos também são temas da seção.

Em “Cultura” trazemos reportagem sobre obras menos conhecidas do dramaturgo alemão Bertolt Brecht que chegaram recentemente ao Brasil. A seção conta ainda com textos sobre empresas que usam algoritmos para analisar emoções expressadas por usuários de redes sociais e sobre a inspiração oriental presente no barroco mineiro.

A revista Ciência e Cultura foi criada em 1949, um ano depois da fundação da SBPC. Sua linha editorial visa contribuir para o debate dos grandes temas científicos da atualidade, e atrair a atenção, principalmente das novas gerações de pesquisadores em formação, para uma reflexão continuada e sistemática sobre tais temas.

Acesse aqui a edição.
http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/20-ciencia-tecnologia-e-a-inovacao-na-agricultura/

Reunión del Comité Coordinador Mundial del AIAF+10

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​El 10 de octubre, en el marco del 44° periodo de sesiones del Comité Mundial en Seguridad Alimentaria se realizo una reunión del Comité de Coordinador Mundial (CCM) de la Campaña Internacional AIAF+10, facilitada por el Foro Rural Mundial.

Los objetivos de la reunión fueron discutir la evaluación del progreso del AIAF+10, al consensuar algunas propuestas sobre la juventud rural así como los indicadores de seguimiento de la Campaña AIAF+10; La elaboración de las propuestas por parte del CCM para el Plan de Acción del Decenio de la Agricultura Familiar; y acordar las estrategias conjuntas para una adecuada participación de la sociedad civil durante el Decenio.

​Respecto al Decenio, ya está disponible para consulta el borrador de resolución sobre el Decenio de las Naciones Unidas para la Agricultura Familiar, el cual fue presentado el 4 de octubre de 2017, por el gobierno de Costa Rica ante la segunda comisión de la ONU y será votada a finales de noviembre del presente año.

Pueden leer la nota completa haciendo clic aquí



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Comissão aprova transformação de áreas preservadas em bens com valor de mercado

Projeto cria o programa de operação e registro de ativos de natureza intangível originários da atividade de conservação florestal denominado Patrimônio Verde. Áreas preservadas que estiverem devidamente verificadas, validadas e registradas serão reconhecidas como bens de natureza econômica
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou na quarta-feira (8) proposta que transforma áreas de vegetação nativa, preservadas e conservadas, segundo o que determina o Código Florestal (Lei 12.651/12), em bens com valor de mercado. O texto aprovado é o Projeto de Lei 7578/17, do deputado Zé Silva (SD-MG).

O projeto cria o programa de operação e registro de ativos de natureza intangível originários da atividade de conservação florestal denominado Patrimônio Verde. Áreas preservadas que estiverem devidamente verificadas, validadas e registradas serão reconhecidas como bens de natureza econômica.

O texto autoriza o Poder Executivo a captar recursos, lastrear operações financeiras e dar garantias para execução do programa. E prevê ainda que todas as operações realizadas com os bens do Patrimônio Verde obedecerão às diretrizes legais de finanças pública e privada.

A proposta permitirá que União, estados, Distrito Federal e municípios possam fazer circular riquezas geradas a partir da conservação, preservação ou recuperação dos ativos de patrimônio ambiental. O reconhecimento desses bens será feito por meio de Certificados Públicos ou Privados de créditos.

Relator no colegiado, o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE) apresentou parecer pela aprovação. “Ao viabilizar a precificação da vegetação nativa, abre-se margem para que se obtenha contraprestação financeira pela área preservada. Dessa forma, diminui-se a pressão sobre as florestas nativas, aumentando o uso sustentável de nosso território”, disse o relator.

Tramitação

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PL-7578/2017

Agência Câmara de Notíciashttp://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/18-comissao-aprova-transformacao-de-areas-preservadas-em-bens-com-valor-de-mercado

Rastreabilidade de grãos

 

A rastreabilidade de grãos em toda a cadeia produtiva já é uma realidade. A tecnologia permite o acompanhamento em todas as fases da cadeia produtiva.
Fonte: Negócios da Terra

FAO: 30% de toda a comida produzida no mundo vai parar no lixo

Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC
Desperdício de alimentos preocupa a FAO e o governo brasileiro. Foto: EBC
Em seminário online promovido na segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil alertou que, anualmente, 1,3 bilhão de toneladas de comida é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos. Volume representa 30% de toda a comida produzida por ano no planeta.

De acordo com Juliana Dei Svaldi Rossetto, responsável pelo tema junto à FAO no Brasil, a Agenda 2030 da ONU conta com um item específico para enfrentar o problema. A mete nº 3 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 12 prevê a redução pela metade do desperdício per capita mundial até 2030, bem como diminuições das perdas nos sistemas de produção e abastecimento, incluindo no momento pós-colheita.

Segundo o organismo internacional, o desperdício responde por 46% da quantidade de comida que vai parar no lixo. Já as perdas — que ocorrem sobretudo nas fases de produção, armazenamento e transporte — correspondem a 54% do total.

No Brasil, a FAO apoiou, a partir de setembro de 2016, a criação do Comitê Técnico da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). O objetivo do organismo foi desenvolver uma estratégia comum para enfrentar o problema, além de estabelecer diretrizes gerais para mensurar os desperdícios e perdas no país. A agência da ONU também apoiou a elaboração de um diagnóstico nacional sobre a questão.

Também participando do seminário, Kathleen Sousa Oliveira Machado, coordenadora-geral de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), lembrou que o Comitê Técnico do Brasil conseguiu unir para o debate governo, sociedade civil e o setor produtivo.

“Reunir os três setores discutindo e propondo soluções foi um grande avanço. Agora, a gente espera ter essa estratégia aprovada em novembro pela CAISAN para poder divulgar à população como o Estado brasileiro está atuando e pretende atuar para conseguir atingir o ODS 12”, destacou.

Sobre a atividade promovida pela FAO, a gestora acrescentou que foi importante ouvir as experiências de outros países, que podem inspirar iniciativas brasileiras.

“A partir disso, vamos reunir os especialistas brasileiros para começar a pensar uma proposta e apoiar o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quantificação das perdas e desperdício de alimentos no país. Primeiro temos que saber o quanto é perdido e desperdiçado para depois conseguirmos dizer se nós alcançaremos esse objetivo até 2030”, salientou.

https://nacoesunidas.org/fao-30-de-toda-a-comida-produzida-no-mundo-vai-parar-no-lixo/

FAO presentó Atlas de las Mujeres Rurales de América Latina y el Caribe

Por María Pérez


Factor destacado por el ATLAS son las dificultades que enfrentan para la participación política y su poca autonomía económica.

La publicación destaca que las mujeres juegan un rol fundamental en la transmisión del conocimiento, incluyendo la memoria histórica de los pueblos y los saberes técnicos como el manejo agroecológico, la selección de semillas, la reproducción de plantas y los usos medicinales de las hierbas.

Claudia Brito, oficial de Género de la FAO dijo que si bien han visto mejoras considerables relativas a los derechos de las mujeres rurales en los países de América Latina y el Caribe, todavía existen múltiples obstáculos que hay que superar para que las mujeres conquisten su plena autonomía.

Según Brito, avanzar hacia el Objetivo de Desarrollo Sostenible 5 –lograr la igualdad de género— requiere fomentar una participación plena y efectiva de las mujeres en la toma de decisiones económicas y políticas en sus países.

Además, es fundamental garantizar su acceso a los recursos económicos en condiciones de igualdad y valorar las labores no remuneradas que realizan, como la producción de alimentos para sus familias y el cuidado de los niños, ancianos y enfermos.

Según el ATLAS, uno de los elementos comunes que caracterizan la vida de las mujeres rurales en la región es la sobrecarga de trabajo, debido a una división sexual del trabajo que deja en sus manos el cuidado de hijos, ancianos y enfermos.

Otro factor destacado por el ATLAS son las dificultades que enfrentan para la participación política y su poca autonomía económica.

“No podemos olvidar la precariedad y temporalidad de los trabajos que realizan las mujeres rurales, así como su bajo nivel de cobertura en los sistemas de protección social, lo que genera inseguridad económica; tampoco podemos olvidar los múltiples casos de violencia contra ellas, y como eso afecta su desarrollo de múltiples maneras,” indicó Brito.

El ATLAS recomienda avanzar la implementación de la Estrategia de Género del Plan de Seguridad Alimentaria, Nutrición y Erradicación del Hambre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) un documento que se ha convertido en una referencia para toda la región.

Por último, destaca la necesidad de aumentar la participación social de las mujeres en las políticas públicas y mejorar los indicadores de género en el monitoreo de las políticas públicas, para que los países puedan construir instrumentos a su medida siguiendo los acuerdos de la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible.

https://cerigua.org/article/fao-presento-atlas-de-las-mujeres-rurales-de-ameri/